7 Demonstrações Eficazes de amar os Filhos na Adolescência.

Não é novidade que um filho adolescente provoca reações na família inteira. É uma fase cheia de mudanças e exigências que deixam quase todos a sua volta “loucos” ou pelo menos quase. Não é atoa que muitos a nomeiam como a fase da “aborrecência”.

Acontece, que como em todas as fases da vida, precisamos receber amor das pessoas a nossa volta. E como é difícil amar um adolescente.

Porém, nos meus anos de experiência, tanto na área clinica como na área educacional, não foram poucas as vezes que ouvi adolescentes dizendo não se sentirem amados pelos pais. E algumas vezes, os próprios pais demonstram uma certa insegurança diante do questionamento se seu filho reconhece o seu amor.

O amor é, talvez, a força protetora mais duradoura que oferecemos aos filhos.

Por que os amamos? Porque nosso amor faz com que nossos filhos saibam que merecem ser amados, que vale a pena serem cuidados e também porque oferece uma base de consciência de si, capaz de afetar todos os seus comportamentos e o bem-estar emocional durante toda a adolescência. Ele também gera segurança emocional da qual vão precisar quando se lançarem na fase adulta. O amor dos pais é a referencia de amor a partir do qual eles entrarão em amizades significativas e relacionamentos amorosos por toda a vida.

Tendo em vista a importância que o amor tem para o desenvolvimento dos filhos adolescentes, é imensamente importante que os pais se certifiquem que os filhos realmente se sintam amados.

Caminhos para seu amor alcançar seus filhos.

Existem muitas maneiras de demonstrar o amor pelos filhos. Todos são significativos e carregam o amparo necessário do qual precisam.

  • Amor falado. Esta é a maneira mais simples de expressar o amor. “Eu amo você”. Três pequenas palavras que, quando juntas, possuem grande poder. Quão triste é saber que existem crianças que não se lembram a ultima vez que ouviram isto dos pais.
  • Buscar ver o que há de melhor. O mundo está cheio de pessoas que medem o nosso valor pela forma como nos comportamos ou aquilo que produzimos. Isto pode ser muito prejudicial para um adolescente. Pode torná-los ansiosos, pensando que sua dignidade está relacionada com as notas que tiram na escola ou com o desempenho nos esportes, ou quem sabe no comportamento obediente que demonstram em casa. Eles começam a se ver como produtos. Esta percepção errônea de si mesmo pode ser uma força potencialmente destrutiva. Reconhecer aquilo que é essencialmente bom nos filhos adolescentes é uma das formas mais seguras de fazer com que eles tragam o melhor de si. Amar os filhos significa vê-los como eles merecem ser vistos, como eles realmente são, não através da lente de seus comportamentos ou de suas produções.
  • Proteja-os. Quando monitoramos o comportamento de nossos filhos e estabelecemos fronteiras claras em torno dos valores morais e dos limites além dos quais eles não podem se desviar, damos a eles mais segurança. Manter os filhos seguros é uma das coisas mais significativas que fazemos por amor.
  • Prepare-os. O mundo é um lugar cheio de oportunidades. Boas e ruins. Prepará-los para diferenciar aquilo que é bom daquilo que não é, é um diferencial e tanto. Quando preparamos os filhos para navegar o mundo com segurança e sabedoria, mostramos, amorosamente, o quanto nos preocupamos com eles para que atinjam todo o seu potencial.
  • Esteja sempre presente. As relações vêm e vão. As amizades podem mudar, especialmente durante a adolescência. Os anos na escola passam, as vezes até nos mudamos de cidade. O mundo pode parecer um lugar inseguro e imprevisível. A presença inabalável e confiável dos pais é uma expressão tangível do amor.
  • Faça o suficiente. Um pai deve estar sempre disponível para fazer pelos filhos o suficiente. Nem mais, nem menos. Você só estará apto para saber o que é ou não suficiente quando parar de olhar para si (ah, quando eu era criança…) e começar a olhar e reconhecer as reais necessidades de seus filhos. Por vezes, descobrimos que os filhos vão necessitar de coisas simples, mas muito importantes. Como quem sabe, ajuda na lição de casa, carona para algum lugar, um conselho sobre relacionamentos. Se importar com aquilo que é necessário a ele e não focar na própria infância, olhar apenas para as necessidades deles, é uma enorme demonstração de altruísmo, característica inegável do amor.
  • Deixe-os ir. É importante dar a eles o direito de tentar fazer as coisas por conta própria. É obvio que eles vão falhar. Que criança aprende a andar sem cair ou tropeçar? Quando uma criança que está aprendendo a andar cai qual é a reação dos pais? Alegria, risadas e uma rápida reação de os fazer levantar. Por que então quando eles se tornam adolescentes nos tornamos tão críticos e impacientes? Deveríamos celebrar seu desenvolvimento. Os filhos se tornam mais fortes quando descobrem as coisas da vida de forma independente. Permitir esta independência é dizer o quanto você o ama.

Amar os filhos é realmente muito importante, mas pode não ser suficiente se eles não souberem ou não reconhecerem isto.

Embora toda a expressão de amor seja benéfica, também é possível que algumas coisas que façamos sejam mal interpretadas. Por exemplo, a proteção pode ser erroneamente interpretada como “controle”. A preparação pode ser interpretada como falta de confiança nas capacidades dos filhos de agir por conta própria. Dar a liberdade para falhar e se recuperar pode ser interpretada como se não nos preocupássemos.

Por estas razoes, é sempre importante expressar nosso amor verbalmente, usando qualquer palavra que seja confortável para o momento.

Não é o que sentimos, é o que eles sabem que sentimos que oferece a maior proteção e segurança. Não é o que fazemos, mas sim a compreensão do porquê fazemos o que fazemos que molda nossos relacionamentos com eles e suas reações.

Então continue protegendo, preparando, deixando-os ir, mas lembre-se sempre de deixa-los saber porque você faz essas coisas.

1 Comment

  1. A parte de ter que deixa-lós ir é a parte mais doloridas para nós pais, mas é ao mesmo tempo o momento de realização e insegurança deles… Percebi que ás vezes que deixei meu filho ir ele na maioria das vezes refletiu e volta atrás dizendo que vai em um outro momento, mas não soube argumentar ao certo porque não iria.

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